No documentário “As Canções”, Eduardo Coutinho – o mesmo diretor de “Edificío Master” – coloca pessoas comuns na frente das câmeras e faz um pedido simples: para que elas cantem a música de suas vidas. Os personagens, sem nenhuma instrução musical, tornam-se cantores de fazer emocionar-se a platéia e compartilham as histórias que tornaram suas canções favoritas tão pessoais.

No livro “Verdade Tropical”, Caetano Veloso diz que “a música popular é a forma de expressão brasileira por excelência”. Eduardo Coutinho consegue isso transmitir no seu documentário, relacionando a vida dos brasileiros com as canções de seu país.

A música tem o poder de marcar um momento e pra sempre guardá-lo na lembrança. Assim como uma música que nos surpreende do nada tocando na rádio, certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida.

Passei o documentário pensando qual seria a minha canção. Demorou, mas ela veio com a certeza de que era minha: “Gostava Tanto de Você”, Tim Maia.

Fui pra casa cantando.

As Canções” está em cartaz no cinema do CIC até o dia 1/03, sempre as 19h15.

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Antes de falar e andar eu já era louco por Natal. Adorava o Papai Noel e meu aniversário de um ano não podia ter outro tema. O salão de festas do prédio onde minha avó morava foi todo enfeitado com a ajuda das minhas tias: balões com barba representando o bom velhinho, guirlandas de pirulito e gorros vermelhos para os convidados.

Mais tarde, um pouco mais crescido, lembro do meu pai me levando para ver o presépio vivo que era encenado nos jardins do palácio Cruz e Souza, no centro de Florianópolis. Fiquei fascinado – e com um pouco de medo do homem que cuspia fogo – e comecei a entender do que aquilo tudo se tratava.

Completando 10 anos de idade, minha avó disse para eu escolher o que queria de presente de aniversário. Ela achou estranho, mas acabou me dando o presépio de cerâmica que eu enfeitei com barba-de-velho ao pé da árvore de Natal naquele ano.

Lembro de uma ceia onde toquei para a toda família as músicas natalinas que eu vinha ensaiando há semanas no teclado e que tinha remixado em ritmos diferentes: “Noite Feliz” em reggae, “Jingle Bells” em lambada, “Ave Maria” em rock. Um horror!

Lá pelos meus 12 anos, uma chuva forte derrubou as luzinhas de Natal que estavam na sacada e eu, que as tinha arrumado tão direitinho, não admiti aquilo. Ainda com um pouco de chuva, descalço no piso molhado, fui ajeitar as luzes que permaneciam ligadas. Levei um choque tão grande que só não morri porque minha mãe foi rápida.  Mas tudo pelo brilho do Natal.

Foi o Papai Noel que trouxe a mim e a meus primos as nossas primeiras bicicletas. Foi no Natal que provei uvas-passas – as preferidas do meu avô. É no Natal que como o arroz à grega da minha tia e a mousse de chocolate da minha mãe (sério, divinos!).

Com o tempo e com o desenrolar da vida, o 24 de dezembro foi perdendo a magia. Já não me importava com os enfeites da árvore e as luzes da Beiramar não despertavam mais nada em mim. Esse Natal em especial vai ser um pouco triste. A ordem natural das coisas começa a acontecer e cabe a gente somente aceitar.

Porém, na última quinta, voltei a ser criança ao assistir a Parada dos Sonhos na Praça XV. Tirei mais de 50 fotos e em alguns momentos segurei o choro. Foi ali, no mesmo lugar que minha mãe me levava pequeno para ver a decoração de Natal, que comecei a resgatar todas as grandes alegrias que sempre fizeram deste o meu feriado favorito:  meu aniversário de um ano, as uvas-passas do meu avô, o mousse da minha mãe, a minha primeira bicicleta, o choque natalino, o meu recital exótico, os presépios vivo e de cerâmica, e muitas outras lembranças felizes.

Hoje, escolho por ter um Natal feliz! Meus pensamentos vão estar nas pessoas que eu quero bem, estando elas perto ou longe. Acho que Natal é tempo de agradecer, e eu sou muito muito grato pela família forte que tenho ao meu redor. Para aqueles com quem não vou ceiar à noite, saibam que o meu amor está em vocês, sabendo o que de vocês está em mim.

Um Feliz Natal pra todo mundo! 😉

Entrando em dezembro, as vitrines das lojas decoradas, a árvore montada, o CD da Simone tocando em todo lugar… Tudo me faz lembrar que o meu feriado favorito tá chegando: o Carnaval.

Sou fascinado pelos bloquinhos de rua. Acho muito legal quando toda a galera se junto para sair pelas ruas pulando Carnaval.

Em Floripa a tradição dos bloquinhos está morrendo – ou já está morta? – mas no Rio de Janeiro os blocos continuam a se proliferar. Esses dias ouvi falar de um que achei muito bacana.

O bloco Sargento Pimenta é tradicional do bairro de Botafogo, de onde sai pelas ruas do Rio sempre na segunda-feira de Carnaval. O diferencial? Eles só tocam músicas dos Beatles – em ritmos carnavalescos, claro. O nome do bloco, aliás, vem da tradução e abreviação de um dos álbuns da banda inglesa: Sargents Peper’s Lonely Hearts Club Band.

Já imaginou cantar e sambar “Hey Jude” pelas ruas do Rio com uma galera muitcho lôca? To procurando parcerias! Alguém? Segue uns trechos do bloco para dar o gostinho do british carnival.


Nada mais irritante do que a caixa de entrada cheia de e-mails de títulos como “A Luz do Viver” e “Descascando a Tangerina (Lindíssimo!)“. Nada mais irritante do que posts com citações dos coitados Caio Fernandes de Abreu e Clarice Lispector. Nada mais irritante do que aquela apresentação do Power Point 97 com fotos de filhotes de cachorrinhos tocando “La Vie en Rose” como trilha. Nada mais irritante!

Mas hoje uma amiga postou algo que achei bacana.

Fiz 26 anos ontem – 4 de dezembro – e me peguei refletindo nas coisas da minha vida: pessoas que estão presentes, pessoas que passaram, escolhas feitas, escolhas por fazer, cortes de cabelo, vícios alimentares e músicas favoritas. Em geral onde estava, onde estou e pra onde vou. (Cuidado: a qualquer momento vai aparecer aqui a foto de um bebê dentro de um balde).

E foi no meio desses pensamentos que li esse post de uma amiga com um texto de Charles Spencer Chaplin.

Para comemorar o meu aniversário e por fim aos pensamentos, aqui vai o que li:

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome: auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é saber viver.”

Foi um feliz aniversário! =)

Hoje, 2 de dezembro – e a 2 dias do meu aniversário -, é o dia do samba.

Fui descobrindo o ritmo aos pouquinhos através da minha curiosidade. Aprendi a sambar sozinho – não lembro quando – pois não admitia que eu, um brasileiro, não soubesse sambar.

Samba é isso aqui iô-iô, um pouquinho de um Brasil iá-iá. Eu acredito veementemente que quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Sim, ruim da cabeça ou doente do pé!

Sem mais, cedo espaço para Ele se apresentar:

Feliz Dia do Samba!

Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros, que nós queremos sambar.”

  Brasil Pandeiro- Novos Baianos

Não me canso…


Sorvete @ Gelateria do Max